domingo, 25 de setembro de 2011

"Mono Maçã" de Lê Almeida

Site SOMA.AM elogia recente trabalho

Divulgação do site SOMA.AM por Amauri Stamboroski Jr. (publicado em 21.09.2011)

"Um dos melhores discos de rock do Brasil de 2011 é assinado por um garoto morador do subúrbio carioca que durante o dia trabalha consertando malas com o pai. Foi gravado a partir de um Tascam de quatro canais, com uma bateria fincada no quintal de casa, no meio dos varais de roupas, e é influenciado por nomes como Guided by Voices, Pavement e Neutral Milk Hotel.

A descrição acima pode soar como exercício surrealista ou sonho molhado de um indie rocker militante dos anos 90, mas é a mais pura verdade. Depois do EP Révi, de 2009 (e do under-hit “Nunca Nunca”), Lê Almeida finalmente lança seu primeiro álbum solo com Mono Maçã, um delicioso apanhado de 23 faixas – entre canções e cançonetas, herdadas diretamente da tática “não estraga enchendo linguiça no que tá ótimo em trinta segundos” maturada à perfeição por uncle Bob Pollard – que deixaria muito compositor “grande” com inveja.

Se Lê aprendeu as manhas de fazer mais com menos com o líder do GBV, ao mesmo tempo foi além. Enquanto Pollard passou mais de dez anos choramingando “eu sou um puta compositor no meio do nada e ninguém me reconhece”, sua contraparte da Baixada Fluminense arregaçou as mangas e montou a Transfusão Noise Records, gravadora caseira que lança nomes como Carpete Florido, Coloração Desbotada, Tape Rec, Uma Nova Orquídea em Meu Jardim Psicodélico e Babe Florida – todos projetos suburbanos de “roque de guitarra”, como prefere definir Lê.

Correndo por fora da ignorância ativa dos circuitos mais prestigiados – seja a Zona Sul carioca ou o "Baixo Augusta" paulistano – Lê ajudou a fomentar uma cena que vive à base de prensagens caseiras e shows em botecos, motoclubes e onde mais houver uma tomada disponível. Com a perseverança, furou o bloqueio e lançou seu novo disco até na Grã-Bretanha – pela mini Weepop Records – e ainda descolou uma parceria com a Vinyland para prensar umas tantas centenas de cópias em vinil do álbum.

Gestado ao longo de dois anos, Mono Maçã é uma aula básica de como grudar em ouvidos alheios sem parecer se esforçar muito. A taxa de assobiabilidade de faixas como “Má Bike Pt 1”, “Jamais Saberei dos UFOS” e “Bike Never Die” é inversamente proporcional à duração das mesmas, “desperdiçando” boas ideias em quase-vinhetas num exercício de desprendimento melódico. Por outro lado, composições que ultrapassam a barreira dos três minutos, como “Amigo Comprimido” e a pavementiana “Por Favor Não Morra” mostram que Lê tem talento para ir longe e além da escola Pollard de micro-canções.

A sonoridade lo-fi, comprimida, dita a fluidez do álbum, engolindo todas as faixas num oceano de fuzz e ruído, com disparos ocasionais de guitarras ao contrário – como na homenagem “Marcha dos 6 Elefantes” – reverbs, phases e outros efeitos disponíveis à mão. Enterrada em toda a mixagem, a voz de Lê Almeida entrega uma dicção peculiar, que tenta aproximar o português brasileiro do embromation que caracterizou grande parte da produção do indie rock nacional na década de 90 – se soubessem que dava para cantar assim, as bandas de “guítar” da época poderiam poupar muitas vergonhas posteriores contabilizadas em pronúncias bizarras e construções gramaticais ininteligíveis. Além das ocasionais e muito bem-vindas odes à bicicleta e indagações ufológicas, as letras passeiam por um universo onírico próprio, com palavras inventadas e imagens borradas. Mas há um fator diferencial importante nisso: para Lê, a psicodelia é passeio, recreação, no lugar do mergulho e da descoberta mais corriqueiros à obras deste escopo. Como se uma viagem de ácido fosse mais um domingo no parque de diversões do que uma investigação das profundezas da alma humana. Só que é nesse descompromisso que os segredos podem se esconder, basta ouvi-los com a devida falta de atenção".

sábado, 24 de setembro de 2011

Destaques de hoje, 24/09 no Rock in Rio 4

Sábado morno... que depende do RHCP para esquentar...

Hoje destaco o show das 15h e 30min no palco Sunset de TULIPA RUIZ e NAÇÃO ZUMBI. No Palco Mundo, acho que o NX Zero fará um bom show (apesar de gostar pouco). Stone Sour acho que será legal, diferente, trazendo uma sonoridade do metal contemporâneo, influenciado tanto pelo New Metal quanto por um som mais melódico... O Red Hot pode apresentar 2 shows: um com as clássicas/hits e outro calcado nos discos mais recentes (mas é sempre foda ouvir um dos top ten "bassman" do mundo: Flea). No palco Rockstreet, apesar de grandes nomes, destaco o Orleans Street Jazz Band às 14h. Agora... tem o fraco SNOW PATROL, Vandré gosta, acho, né Vandré?! Tem o Capital com seu novo hit, que parece antigo, naquela fórmula que tu ouve parece que já ouviu isso em algum lugar, e Marcelo Yuka com a Karina Buhr (novo nome do som atual) e mais participações, que pode ser maneirinho também às 14h no Sunset... O site GLOBO.COM, através do canal G1, transmite a festa.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

R.E.M. chega ao fim!

Direto do: blogdofranklin.wordpress.com


"Depois de mais de 30 anos de história , a banda R.E.M encerra seus trabalhos. Noticia triste para os fans que os acompanham desde o inicio dos anos 80.
Foi maravilhoso , diz Michael Stip ( vocalista da banda )!
A banda deixa uma legião de fans em todo o mundo e não mencionou nada sobre a possibilidade de volta.
Mais informações no site oficial da banda : R.E.M oficial
O vídeo (postado no blogdofranklin.wordpress)é da canção mais conhecida da banda ( Losing My Religion ) que , certamente deixará saudades no cenário da música mundial.
Existem alguma especulações de que isso seria um golpe da banda para justificar umas “longas férias” ao grupo , e garantir uma série de shows muito bem pagos daqui a algum tempo. Mas como trata-se apenas de comentários , de agora em diante a verdade sustentada pelos rapazes é de um fim amigável. Aos fans , resta apenas esperar."

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Homenagem a um guitarrista valenciano

Nos anos 90, Fábio Leopoldino formava uma das mais importantes bandas independentes do Brasil

Com grande festa marcada para amanhã, músico valenciano recebe homenagem póstuma com show de sua banda, que presenteia também o underground nacional tocando o seu disco clássico "You".
> Retirado do blog TRANSFUSÃO NOISE RECORDS:
Dia 15 de setembro a Second Come, clássica banda indie guitar dos anos 90 faz um show de reunião tocando o clássico You de 1993, disco definitivo pra quem sempre amou esse tipo de roque. Imperdivel! Abrindo a noite, Lê Almeida (detalhe bonito, o pessoal da revista Vice vai vir de SP pra filmar todo o show num esquema classe)

>Retirado do site Midsummer Madness
"A ideia de um tributo ao Second Come surgiu em 2009 quando Fábio L., (valenciano) vocalista e guitarrista da banda faleceu repentinamente. A iniciativa veio dos amigos e bandas que frequentam a lista de discussões do midsummer madness (selo da capital RJ).
Nesta quinta feira, no Saloon (que fica em Botafogo, no Rio de Janeiro), 3/4 do Second Come vão se reunir para tocar na íntegra o disco “You” lancado em 1993 pela Rock It! A banda será composta por Francisco Kraus (baixo e vocais), Fernando Kamache (guitarra), Kadu (bateria) e Maurício Garcia (da Big Trep, fazendo a outra guitarra e voz).

>Capa de "You" nitidamente inspirada na cena alternativa dos 90's

Esta será a 2ª vez que o Second Come se reúne mas a 1ª vez depois da morte de Fábio L., vocalista e guitarrista original. O show terá participações especiais de Dado Villa-Lobos (ex Legião Urbana e produtor do disco “You” junto Carlos Savalla), Simone (ex-Squonks e Dash( e de André Paixão aka Nervoso (ex-baterista do Beach Lizards). Todos eles e outros 26 artistas participam de um tributo ao Second Come que já está gravado e será lançado em CD e online pelo midsummer madness. Infelizmente o CD não ficou pronto a tempo deste show mas estará disponível em breve pré venda por preço promocional já está rolando). Chegue cedo porque quem abre a noite é Lê Almeida que está lançando seu primeiro álbum “Mono Maçã” em vinil pela Transfusão Noise, midsummer madness e Vinyl Land."
>>LE ALMEIDA

Dois anos depois, o tributo será lançado. Antes que perguntem o porquê da “demora”, basta dizer que não houve lentidão; as coisas têm seu tempo. O tributo será lançado online aqui no site do midsummer madness e também em CD digipack. As versões foram organizadas seguindo uma ordem: primeiro as versões do disco “You”, depois as versões das faixas das demos, em seguida, as versões do disco “Superkids, superdrugs, supergod and strangers” e fechando o tributo, uma versão para uma música gravada no Acústico do programa College Radio que nem título tinha.
Ao todo, 29 bandas participam. Todas as músicas serão disponibilizadas aqui no site para streaming e download em 128kbps e 23 delas estarão na versão CD do tributo. Este CD-digipack tem lançamento previsto para agosto/setembro 2011.
Faixa a faixa, quem compoe o projeto:

01 – LOOMER (RS) – “I feel like I don’t know what I’m doing”
a banda gaúcha foi durante todo o processo a mais empolgada com tributo. Sua versão para “I feel…”, faixa que abre o primeiro disco do Second Come, já era executada nos shows do Loomer. Ficam claras as influências que o Second Come tinha de Swervedriver, Dinosaur Jr. e my bloody Valentine, escancaradas nesta versão. Por causa da beleza e do barulho da versão, “I feel like I don’t know what I’m doing” abre o tributo.

02 – BLANCHE (RJ) – “Ten Fingers”
projeto do produtor e DJ Jenner com a cantora Bianca Zampier sob o codinome Blanche resultou numa versão ácida e nada new wave de uma das músicas mais conhecidas dos shows do Second Come. Jenner é contemporâneo do SC, frequentou vários ensaios, gravações e shows da banda.

03 – LÊ ALMEIDA (RJ) – “Run run”
coube ao mago do lo-fi psicodélico carioca Lê Almeida refazer a mais clássica de todas as músicas do Second Come, hit das demos e do primeiro disco. Lê engabelou na letra mas manteve as guitarras agudas e o distortion ligado do começo ao fim, como fazia Fábio. Nesta versão fica clara a influência da simplicidade beirando o lo-fi da música do Second Come, sempre empunhada com muito orgulho na guitarra Gianinni safadíssima que Fábio usava. Lê já tocava “Run run” em seus shows.

04 – SNOOZE(SE) – “704″
inédita quando “You” foi lançado, “704″ mostra o que o Second Come era capaz se tivesse um bom estúdio nas mãos. A quase contemporânea banda sergipana Snooze queria tocar outra música mas acabou fazendo uma belíssima versão. A voz da Fabinho, com alguma empostação a mais, se aproxima incrivelmente da voz de Fábio nesta versão.

05 – SUBBURBIA (PR) – “God and Me”
com a ajuda inestimável do jornalista e produtor Abonico Smith, de Curitiba, fã incondicional do Second Come, chegou até nós esta incrível versão do Subburbia, que adicionou samplers, bateria eletrônica e efeitos na voz para chegar perto de como o SC se sairia numa pista de dança. Baixo marcante de Francisco Kraus na música original facilitou bastante as coisas.

06 – THE OORT CLOUDS (RJ) – “The shower”
com o ex-baixista do Second Come, Francisco Kraus em sua formação, The Oort Clouds é a oportunidade de imaginar como o SC seria se continuasse tocando. Francisco já passou por Jess Saes e Terrible Head Cream, ambas do midsummer madness, até chegar ao Oort Clouds. E a versão escolhida foi “The Shower”, uma das primeiras músicas compostas por Fábio, Francisco e Fernando Kamache, ainda na primeira demo do SC.

07 – MAUK & THE CODFISH (RJ)- “Mouse”
Mauk também é contemporâneo do Second Come com sua lendária banda Big Trep. Maurício Garcia hoje atende pelo codinome Mauk onde tem registrado seu trabalho solo. As influências rockabilly ficaram muito bem colocadas nesta versão de uma música famosa da época das demos do SC e que saiu com título de “You” nas faixas bônus da versão CD do primeiro disco homônimo. Mauk aproveitou a deixa de “I’m a mouse” para chegar bem perto do “I’m mauk!”. Outro destaque desta versão é a companhia luxuosa de Codfish, vulgo Bacalhau, baterista do Autoramas.

08 – THE TAMBORINES (UK) – “Shoes”
também com ajuda de Abonico Smith e entusiasmo contagiante da banda, o Tamborines resolveu mandar sua versão direto dos headquarters da banda em Londres para o tributo. “Shoes” era outra música que empolgava nos primeiros shows do SC e a energia depositada por Henrique Laurindo e cia. nesta versão deixam isso ainda mais nítido. As guitarras à frente, a melodia repetitiva das letras – pode causar bom resultado nos shows londrinos caso a banda resolva incorporar a versão ao seu set.

09 – MUSIC SETTLEMENT (SP)- “Violent Kiss”
Eduardo Ramos não viu nenhum show do SC mas quando montou o seminal selo Slag sabia da impotância da banda e de sua luta para criar alguma estrutura à sua volta. Não é à toa que todos nós tinhamos fanzines e montávamos gravadaoras . Em sua versão chill-wave para a acelerada “Ósculo violento”, Du preferiu desacelerar, numa decisão que surpreenderia o SC hoje. Mas quem conviveu com a banda sabe que a pegada bossa-nova da voz e o clima relaxante dos arranjos agradariam em cheio à Fábio e Francisco. “Violent Kiss” é outro clássico escondido das primeiras demos do SC.

10 – JOHANN HEYSS (RJ) – “High high”
Johann morava em Niterói e era amigo de Fábio antes mesmo do SC se formar. Johann tem seu trabalho com música eletrônica desde aquela época. Johann e Fábio chegaram a tocar juntos no projeto Polystyrene (lançado pelo midsummer madness). “High high” é a música que abre o 2º álbum do SC, “Superkids, superdrugs…” e estabelecia uma nova frequência para o SC: em vez de “Run Run”, “High high”. As influências de Johann sempre casaram bem com esta nova frequência. Junto com ele nesta versão, Syntetik.

11 – SOFT & MIRABELS (RJ) – “Interference”
Marcos Araújo viu vários shows do Second Come como editor do fanzine FANZ. Escreveu matérias sobre a banda e sempre foi fã de carteirinha. Quando soube do tributo, gravou não apenas uma mas duas versões… como a outra música já estava reservada, o Soft & Mirabels, banda do Marcos, entrou com esta releitura punk de “Interference”.

12 – DASH (RJ)- “My Cancer”
quem poderia imaginar! O Dash dividiu o palco algumas vezes com o Second Come. A banda era formada por Simone do Vale, vizinha e amiga de longa data de Fábio, ex-guitarrista do Squonks (banda de Niterói que dividiu shows com SC) e ex-baixista do Autoramas, Kadu Carlos, ex-baterista do Second Come que gravou todo o disco “You”, Francisco Kraus (ex-baixista do Second Come), Bruno Montana (guitarra) e Marianna de Oliveira (guitarra). E eles se reuniram para gravar “My Cancer”, música de trabalho do 2º álbum do Second Come. Sobrou uma deixa de “Wait” no final…

13 – CASSIM & MUTLEY (SC) – “Wait”
A “Wait” do SC dura menos de 1 min. Várias bandas deste tributo queriam tocar esta música. Mas quem entendeu e surpreendeu foram Cassiano Fagundes (Cassim & Barbária) e Mutley (Superbug, Os Gambitos), que transformaram “Wait” numa coisa Violent Femmes espacial, com destaque para a voz andrógina marcante de Cassim.

14 – BEALLY (RJ)- “Scraper”
Yuri Pinta tocou com Francisco Kraus no Oort Clouds. Antes disso, em Nova Friburgo, já acompanhava com carinho as coisas do underground carioca. Mesmo não sendo “da época” do SC, entregou uma emocionante versão para “Scraper”, com violões acústicos, voz e efeitos à la Boo Radleys (uma das bandas favoritas de alguns integrantes do SC). Mas na hora de pisar nos pedais e afundar a voz, o Second Come apareceu ainda mais na versão de Beally. Com direito a palminhas pop.


15 – ENSEADA ESPACIAL (RJ) – “Little friend atmosphere”
Sol Moras e Beatriz Lamego eram audiência assídua nos shows do Second Come, mesmo sem conhecer um ao outro. Já um casal, Bia e Sol tocaram com Fábio no Stellar e no Polystyrene. A versão etérea para “Little Friend” foi uma das primeiras a ficar pronta para o tributo. A versão do Enseada é mais do que um tributo a um grande amigo.

16 – HAN(S)OLO (MG) – “She Could Melt the Sun”
talvez a banda “não contemporânea” que melhor tenha entendido as influências do Second Come, Han(s)olo deixou “She Could Melt the Sun” quase como um tributo ao Stooges, o que tem tudo a ver. Não faltou nem o tecladinho. Leandro F. Rosa tocou todos os instrumentos, o que deixa a versão ainda mais atraente.

17 – SUPERCORDAS (RJ) – “Grapes”
na fase “Superkids…” uma das bandas favoritas de metade do Second Come era Spiritualized e o Spacemen 3. E isso ficou bem claro na versão do Supercordas, outra banda que não existia na época do SC mas que entendeu muito bem a ideia. Reggae, psicodelia, folk e outros ingredientes que não cabiam na fórmula do SC encaixaram perfeitamente, um clássico já neste tributo!

18 – BABIES – “It’s wrong”
formada em 2007 por integrantes de extintas bandas de Curitiba e do Rio de Janeiro, a Babies trouxe de volta as guitarras potentes e o baixo forte das músicas do Second Come. Outra feliz sugestão de Abonico Smith.

19 – DOIS EM UM (BA)- “Looking smiles”
Luisão Pereira estava começando sua banda Penélope Charmosa quando o Second Come estava encerrando as atividades. Luisão conhece e gosta desde aquela época. Mais uma banda que gostaria de ter escolhido outra música para fazer a sua versão… mas o que poderia ter saído mais emocionante que esta releitura com piano e cello de Luisão e Fernanda??? A versão que menos se aproxima do som do SC mas ao mesmo tempo a mais intensa e versátil. De chorar de bom!

20 – CACTUS CREAM (RJ) – “Gashead”
Cactus Cream também dividiu palcos com Second Come, principalmente no Garage. Paulo, Artur e Leandro conhecem bem os detalhes das melodias mas foram além e conseguiram modernizar e melhorar uma música do 2º álbum.

21 – NERVOSO E OS CALMANTES (RJ) – “You’re coming / Fever dream trip”
Outro contemporâneo, de dividir palcos na sua banda Beach Lizards, Nervoso esteve presente à inúmeros shows do Second Come. Arquitetou nesta versão um arranjo orquestral solene que supreende. Com muito carinho e esmero, prosseguiu na “Fever dream trip” num tom meio Beach Boys Smiley, trombones e cordas, uma marcha! A música conta ainda com a participação luxuosa de Kadu , ex baterista do Second Come, segurando as baquetas.

22 – THE CIGARETTES (RJ)- “You’re coming / Fever dream trip”
Marcelo Colares também conviveu com Second Come e poderia facilmente ter tocado no mesmo palco com o Cigarettes. Fábio fez o desenho da capa do 1º disco de Colares, “Bingo” e também cantou na faixa “Blues” deste disco. Nada mais óbvio do que incluir esta homenagem de Colares ao Second Come, gravada em casa, em Itaperuna.

23 – PELVS (RJ) – “The Great Broken Tree”
ess versão foi uma confusão. Ninguém lembrava desta música, nem mesmo ex integrantes do Second Come. Ela foi gravada num Acústico para o programa College Radio da extinta Fluminense FM. Fomos buscar os arquivos do Acústico, e lá estava ela… Mas qual o nome da música? Nem Francisco (ex-baixista do SC) sabia. A Pelvs carinhosamente a nomeou como “The Great Broken Tree” que é uma das frases do refrão. E mais uma vez a Pelvs mostrou sua genialidade. Mesmo que você não conheça a versão original, a cover que a Pelvs gravou basta.

Além das 23 versões que estão no CD, outras 6 músicas fazem parte do tributo e estarão disponíveis somente na versão online. São elas:

24 – LUISA MANDOU UM BEIJO (RJ) – “Cinco e vinte seis / I feel like I Don’t know what I’m doing”
a banda já havia desnorteado fãs da Pelvs quando fez de “Lidia traída” uma versão para “I don’t want but she tried”. E agora eles repetem a dose. Se você não conhece “I feel like I don’t …” do Second Come, talvez ache que “Cinco e vinte seis” é uma música inédita do Luisa mandou um beijo… mas não é. Pode não agradar a todos, mas é genial e corajoso.

25 – DELTA COCKERS (PR) – Sedative Distortion (PR)
a dupla curitibana também provavelmente nunca foi a um show do Second Come. Que bom! Talvez tenham escutado “Sedative Distortion” numa pista de um clube. Melhor ainda! E assim ficou a versão deles para uma música reta, quase malvada: sexy e suja. Junto com Subburbia e Johann, levaram o SC pros estrobos.

26 – ESSENTIAL TENSION – “Shoes”
outra banda que já havia encerrado suas atividas há bastante tempo mas que resolveu se reunir para participar do tributo… O Essential Tension existiu no começo dos anos 90, quando SC tinha acabado de acabar. Pedro Paulo (Luisa Mandou um Beijo) e alguns integrantes esporádicos do Driving Music resolveram pegar a música favorita do primeiro disco do SC e regravar. O resultado é folk de um churrasco ensolarado depois de muita cerveja e outras coisas na cabeca, outro exemplo das influências nunca imaginadas que o Second Come deixou.

27 – LEELA (RJ) – “Deafening sounds on my mind”
no começo dos anos 90, Bianca Jhordão e Rodrigo tocavam no Pólux, Bianca ainda apresentava um programa de rádio em Petrópolis e confessa ter tocado algumas músicas do Second Come em seu programa. Hoje no Leela e no Brollies & Apples, Bianca e Rodrigo foram radicais e escolheram uma música pouco conhecida da primeira demo do Second Come, quando a banda ainda parecia alguma mistura entre Manchester e Seattle. Nesta versão com guitarras ainda mais poderosas que as do SC, Bianca tocou bateria, uma novidade que ela traz de sua experiência no B&A.

28 – DEAD WANNABES(RJ) – “Airhead”
outra versão do produtor e DJ Jenner, desta vez acompanhado por Peter Strauss e Nervoso, para uma música do 2º álbum do Second Come. Jenner, Peter e Nervoso conseguiram realçar o tom sombrio e existencial das letras do Second Come.

29 – BABE FLORIDA (RJ) – “Wait”
a música mais desejada. A música que dura um minuto. Babe Florida com Lê Almeida mostraram que tanto quanto Guided By Voices, o Second Come também é uma influência e a re-executaram com extrema precisão. Dura exatos 1 minuto. “I’ waiting for you / I’m losing my time”.

A versão em CD será lançada entre agosto e setembro de 2011, com 23 das 29 bandas, num digipack edição limitada. Se você quiser garantir o seu desde já, compre via PayPal por $12. O frete (via carta registrada) já está incluso neste valor e CD será entregue em seu endereço assim que chegar da fábrica. O desconto para quem compra antecipado é de R$8,00.


> Do blog > http://discofurado.blogspot.com >

Este foi o primeiro LP do selo independente carioca Rock It!. Antes de se tornar um selo a propriedade de Dado Villa-Lobos (guitarrista da Legião Urbana) e André X (baixista da Plebe Rude) funcionava como loja de discos num shopping do Rio de Janeiro. A loja também vendia fitas-demo e, segundo Dado Villa-Lobos, as do Second Come eram as que mais saíam. Assim surgiu a idéia de criar também um selo e lanças as bandas que desenvolviam um bom trabalho naquele começo da década de 90.

O disco foi produzido por Dado e André, as canções editadas pela Corações Perfeitos, editora da Legião Urbana, saiu nos formatos LP e CD numa tiragem de 1000 cópias cada. As canções são barulhentas e melodiosas, todas cantadas em inglês, guitarras noise muito distorcidas, alguns wah-wahs bem sacados como em “God and me”, há uma versão para “Justify my love” (com Francisco Kraus no vocal) que faz você detestar a Madonna, sensacional! A última canção do álbum capta o Second Come ao vivo, ainda que o disco não informe o local.

Toda a arte do disco foi feita à mão pelo vocalista e guitarrista Fábio Leopoldino, do rótulo do LP ao logotipo do Rock It!, até mesmo o número de série de um código de barras. O disco foi bem recebido pela imprensa que sempre fez matérias elogiosas ao quarteto, na Bizz ficou bem cotado, apesar do comentário negativo de Alex Antunes sobre a capa amadora. Uma das principais apresentações do Second Come foi no primeiro Juntatribo, no ano de 1993 em Campinas, importante também foi um show com o Pin Ups no Garage, no Rio, em 1992.

“You”, assim como os primeiros discos do selo, eram discos “baratos”, gravações que tomavam pouco tempo, este levou 72 horas para ficar pronto, sem custos com a parte gráfica e nem com a fita máster. Não existe perspectiva que haja uma nova edição, assim como vários outros bons discos da Rock It!, que ficaram, no vinil ou em CD, apenas em suas tiragens iniciais, hoje em dia o selo hiberna e há alguns anos não lança nenhum disco.

Em 1994 o Second Come lançou seu derradeiro disco “super kids, super drugs, super god, and strangers” e depois encerrou atividades. Outro selo carioca Midsummer Madness chegou a distribuir fitas-demo e CDr’s do grupo anos após estes encerrarem atividades.

Formação:
Fábio Leopoldino (vocal, guitarra)
Fernando Kamache (guitarra)
Francisco Kraus (baixo, vocal em “Ten fingers” e "Justify My Love")
Kadu (bateria)

Mais Informações:
www.mmrecords.com.br
www.tramavirtual.com/secondcome

Morre músico incrível!

Manito da banda "Os Incríveis" faleceu na última sexta

>>Músico (1º da esq) foi um dos fundadores do grupo

Morreu na sexta-feira (9), aos 68 anos, o músico Antônio Rosas Seixas, o Manito, que foi saxofonista e instrumentista da banda "Os Incríveis" e que participou também da fundação do grupo de música instrumental "Saxomania" junto com o músico João Cuca.

Manito sempre foi lembrado por solos inesquecíveis durante a Jovem Guarda, época em que "Os Incríveis" se firmaram como uma das mais importantes bandas do país. Inspiraram e ainda inspiram muitos jovens com a sua música. Manito tratava desde 2006 de um câncer na laringe, o que o afastou dos shows com o "Saxomania" devido ao duro tratamento de quimioterapia.

Lívio Benvenuti Júnior, o Nenê, contrabaixista da banda "Os Incríveis", lamentou a morte do amigo. "Ele foi para o outro lado porque estava sofrendo muito. Eu acompanhei toda a trajetória, foi muito difícil para ele. Graças a Deus, ele se foi. É muito chato isso, um grande amigo, perdi um grande cara, é muito difícil. Mas venho chorando faz tempo de vê-lo definhando. Mas, graças a Deus, ele vai lá para cima", disse o músico. Os detalhes do velório e do enterro estão sendo organizados agora pela família.
Morreu aos 68 anos, 64 anos de música. Começou a tocar aos 4 anos e, aos 5, já ajudava com as despesas de casa.

Basquete do Brasil volta aos Jogos Olimpícos!

Não precisamos de Nenê, Varejão e Leandrinho!

Quem viu, viu um belo time, lógico, precisando de melhorias defensivas e acertos em determinados arremessos, bem como a criação de jogadas ofensivas mais efetivas.
Mas, nem a derrota para Argentina, conseguiu apagar o brilho do troféu conquistado pelo time do técnico Rubén Magnano. Além da festa na chegada, os jogadores tiveram que fugir da incômoda pergunta sobre os três brasileiros da NBA, Leandrinho, Nenê e Anderson Varejão que pediram dispensa da Seleção antes da competição.
"Não nos cabe discutir sobre esse assunto. Eles são amigos nossos, mas é o técnico quem deve definir isso. Cada um é livre para dizer o que quiser, mas não é o momento de tomar nenhuma posição. Mas é sempre bom ter o máximo de potência possível, e eles são grandes jogadores", afirmou, Tiago Splitter.

No entanto, nem todos evitaram expôr um pensamento diferente. O armador Alex, não teve problemas em dizer que na opinião dele Nenê, não deve voltar ao time. "Em 11 anos de seleção, eu acho que só estive no mesmo grupo do Nenê duas vezes. Leandrinho e Varejão são casos diferentes, estavam lesionados. Temos que respeitar o motivo de cada um, mas eu sou só um jogador", afirmou.
Após o êxito no pré-olímpico, Magnano já pensa no Pan-americano de outubro, em Guadalajara. O treinador já conversou com os jogadores para saber a disponibilidade de cada um. Tiago Splitter se colocou à disposição. Marcelinho Huertas, um dos destaques na Argentina, disse que não poderá estar com o time no México.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Entrevista exclusiva com o Restart

Pe Lanza responde a cinco questões sobre a banda sensação do momento!


por Giovanni Nogueira

Como vocês enxergam o processo de crescente mudança na música POP/ROCK nacional a partir de meados dos anos 90, quando a banda Charlie Brown Jr. começou com suas baladas, e então apareceram bandas utilizando recursos eletrônicos e letras mais voltadas para o público jovem?
>>>Acho que a musica no geral esta sempre em constante mudança, constante transformação. O Brasil é um país rico em talentos musicais e em diversidade musical, tenho certeza que sempre vão aparecer artistas inovando e fazendo coisas bacanas.


Como isso influenciou vocês aponto de moldar toda a estrutura do Restart, ou a banda é fruto de uma série de influências?
>>Somos fruto de uma série de influências, inclusive do Charlie Brown Jr., que somos fãs. Não temos preconceitos com nada, gostamos de ouvir de tudo e assimilar aquilo de bom que nos serve. Fazemos o som que gostamos hoje e estamos sempre abertos a mudanças e novidades.


Sempre é visível o grande respeito que têm por outros artistas, mas nem sempre isso é recíproco. Além deste fator, outros contribuem para o crescimento de vocês. Como está sendo o processo de amadurecimento da banda que com apenas um disco chegou ao topo das paradas?
>>>Musica é feita para unir as pessoas e não separá-las. Sempre vamos respeitar quem de alguma forma trabalha com arte e tem amor pelo seu trabalho, independente de estilo ou qualquer outra coisa. Crescemos muito nos três anos com a RESTART, viajamos muito, tocamos muito e fico orgulhoso de ver o quanto aprendemos musicalmente, artisticamente e afins. Esse ano ainda vem novidades e estamos ansiosos para mostrar para todo mundo outros lados da RESTART.


Em meio a tantos shows, como vocês fazem para ensaiar, estudar, criar letras e músicas novas e ainda se aperfeiçoarem como músicos?
>>>Usamos o tempo livre na estrada pra nos aperfeiçoarmos. Com a agenda corrida qualquer espaço é tempo para melhorar.


- Gostaríamos que mandasse um recado para as fãs da região sul-fluminense!
>>>Um grande beijo pra toda família RESTART do sul-fluminense. Esperamos poder levar nosso som logo pela região e desde já obrigado por tanto carinho e apoio!

sábado, 3 de setembro de 2011

Tico Santa Cruz - fotos do show e vídeos!

FOTOS: Giovanni Nogueira

>Fernanda Stew e miga com Tico ao fundo!

> Erik, "O Viking"; sua namorada "Irlanda" (Eire), e "Gigante, o líder da gangue!"

> Personal Hair de Eduardo Natal e banda Gadernal Fão (2º esq para dir), sua esposa e Ramiro (batera do Gadernal)!


>Cacau Show e sua amiga




FOTO: BARBARA CAMPOS

Confira parte de nossa entrevista com o brother que vai vai fazer um sonzão pra galera hoje, dia 03 aqui em Valença! Na banda O Rebu, o baterista e guitarrista da banda Detonautas, no set list, Led Zeppelin, Raul, Pearl Jam... entre outros! Ou seja, pra quem gosta das covers clássicas, essa é a pedida!
Foto: Giovanni Nogueira
>Barbara Campos e Tico Santa Cruz
Tá demorando pra carregar... só semana que vem! SORRY!
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